segunda-feira, 6 de março de 2017

38º dia de Cochabamba a Cotoca 600 km

38º dia
Dia 13 de janeiro de 2017
Trajeto do dia

A noite foi fria, mas as roupas, saco e a manta seguraram bem. De volta a estrada logo eu estava em Cochabamba, uma cidade grande, mas fácil de atravessar com ruas largas e boa sinalização das vias. De Cochabamba eu iria descer a pré cordilheira para então começar a pegar o calor e umidade das regiões baixas da Bolívia. No meio da serra ouço um estalo vindo da relação, apertei a embreagem e deixei a moto parar no acostamento, uma cinta daquelas de amarrar palets tinha enrolado na coroa, menos mal, levei um tempo para tirar os pedaços e mesmo assim ainda ficou alguns.

 Continuei descendo e ia começando uma floresta e nela a estrada é cheia de curva em mal estado. Muitas curvas são calçadas com pedras de rios e em alguns lugares com concreto e assim segue por uns 100 km pelo meio da mata onde não é possível andar a mais que 60 km/h. Depois dessa parte ruim a estrada melhora, com poucas curvas e longas retas em meio a mata. O calor era grande e o povo aproveitava os rios de água transparente para se refrescar. A única atividade econômica na região parece ser a agricultura e a venda de bananas e outras frutas em tendas ao longo da rodovia. Parei em uma sombre e fiz meu almoço lá, bolachas e água, queria fazer render para chegar em Santa Cruz de La Sierra de dia e achar um hotel lá.

Com fome cheguei em Montero perto das 17 horas, parei em uma lanchonete e pedi 1/4 de frango assado, vinha acompanhado por arroz requentado e batata frita, custou perto de R$12,00 com uma coca 600 ml.
Cheguei em santa Cruz já com o sol se pondo e estava difícil de achar um hotel, toquei então até Cotoca, cidade após Santa Cruz. Lá achei um hotel por 20 reais com banho frio e garagem, nem liguei para o banho frio, estava muito quente e foi complicado dormir naquele calor.
Quilometragem do dia: 600 km
Quilometragem acumulada: 13.360 km